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Justiça do Rio nega liberdade a Jairinho e Monique Medeiros - Editoriais - Band News FM

Justiça

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Justiça do Rio nega liberdade a Jairinho e Monique Medeiros

Os dois estão presos preventivamente desde a semana passada acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos

Por Gustavo Sleman, às 18:05 - 12/04/2021

Jairinho e Monique Medeiros foram presos na manhã de quinta-feira (8) (Foto: Reprodução/TV Band)

A Justiça do Rio negou o pedido de liberdade do vereador Jairinho e de Monique Medeiros, presos preventivamente desde a semana passada acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. 

Na decisão,  o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, pontuou que a solicitação feita pela defesa do casal não traz argumentos e provas suficientes. Ainda de acordo com o magistrado, a legislação federal estabelece que a prisão temporária é cabível "quando imprescindível para as investigações do inquérito policial".

Nesta segunda-feira (12), a ex-babá de Henry, prestou novo depoimento à Polícia Civil após investigadores acreditarem que ela teria mentido no primeiro interrogatório, quando negou saber que o menino era agredido. Segundo fontes da BandNews FM, Thayna de Oliveira Ferreria mudou a versão.

Existia a previsão que uma ex-namorada de Jairinho também fosse ouvida, mas por conta de um caso confirmado de Covid-19 entre familiares da denunciante, o depoimento não ocorreu. Representantes da defesa compareceram à delegacia e não falaram com a imprensa.

A Polícia Civil informou nesta segunda (12) que vai uma representação para a Ordem dos Advogados do Brasil e para o Ministério Público contra o advogado de Jairinho e Monique, sob acusação de cometer crimes de coação de testemunhas e obstrução de Justiça. Uma das acusações é que André França Barreto teria divulgado fotos íntimas da ex-namorada do parlamentar com o objetivo de constranger e desmerecer depoimento de que a filha dela foi agredida por Jairinhho.

Procurado, André França Barreto informou que a defesa técnica sempre pautou a sua atuação com ética, técnica e profissionalismo. Ainda segundo o advogado, após convocar publicamente pessoas que conheciam a dinâmica familiar do casal com o Henry, foram recebidas centenas de relatos, documentos, vídeos e fotos, mas jamais qualquer foto de nudez foi divulgada. 

Em meio as polêmicas, Monique decidiu trocar de advogados. Em nota, um dos novos membros da defesa, Thiago Minagé afirmou que o momento é de estudo e análise e garantiu que a estratégia vai ser trocada.

Presa desde a semana passada, a mãe de Henry, Monique Medeiros, chegou a ser levada do presídio onde estava em Niterói, na Região Metropolitana, para um hospital penitenciário em Bangu, na Zona Oeste do Rio, com fortes dores na barriga. Após ser diagnosticada com infecção urinária, ela retornou ao instituto penal.

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Em mais conversas interceptadas pelos investigadores, no celular de Monique, a professora aparece falando com uma prima dela, que é pediatra, sobre o comportamento de Henry. A mãe da criança descreve que Henry estava demonstrando medo excessivo de tudo, de perder os avós, e que o comportamento já estaria trazendo prejuízos às relações sociais e ao rendimento escolar.

Nas mensagens enviadas por Monique, ela conta que quando Henry via Jarinho, chegava a vomitar e tremer. A criança estaria tendo dificuldades para dormir sozinha, sem apetite e acordando o tempo todo, segundo os relatos da mãe. Monique contou a prima que levou Henry à psicóloga, e pediu orientações.

A polícia também descobriu que o menino foi levado pela mãe a um hospital um dia após as supostas agressões do vereador Jairinho, no dia 12 de fevereiro, menos de um mês antes da morte da criança.

Henry chegou no hospital mancando, e o boletim médico aponta que Monique Medeiros justificou ao pediatra que o filho tinha caído da cama no dia anterior, por volta das 17h. O horário é exatamente o mesmo em que a babá relatava para a mãe, por mensagens, as supostas agressões físicas e psicológicas provocadas pelo padrasto do menino.

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