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Morre o narcomiliciano Ecko em operação da Polícia no Rio - Editoriais - Band News FM

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Morre o narcomiliciano Ecko em operação da Polícia no Rio

O criminoso estava saindo para encontrar a companheira, quando foi detido, no bairro Paciência, na Zona Oeste. Ele estaria armado com um fuzil e tentou reagir

Por Ryan Lobo e Luanna Bernardes, às 08:55 - 12/06/2021

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Ecko foi localizado a partir de informações do setor de inteligência da corporação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil já investiga possíveis nomes que podem substituir o narcomiliciano Wellington da Silva Braga no comando da maior milícia que atua no Rio. Ecko foi morto durante operação da Polícia Civil, neste sábado (12).

Apontado como um dos bandidos mais procurados do País, ele foi localizado a partir de informações do setor de inteligência da corporação.

Ecko foi detido em uma casa na comunidade Três Pontes, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. Ele foi ao local encontrar a companheira para comemorar o Dia dos Namorados.

Inicialmente, o chefe do Bonde do Ecko havia sido atingido por um tiro. Depois, segundo a Polícia, ele ainda tentou roubar a arma de uma policial dentro de uma van, enquanto era socorrido, e foi novamente baleado, como explica o delegado da Subsecretaria de Inteligência, Thiago Neves Bezerra.

Segundo a Polícia Civil, o narcomiliciano estava armado com um fuzil AK-47 e chegou a apontar a arma para os policiais, mas não disparou.

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Ecko chegou a ser socorrido pelos agentes para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, mas não resistiu.

Um dos nomes cogitados para assumir a quadrilha que era comandada por Ecko é o irmão dele, Wallace da Silva Braga. O criminoso foi preso em uma operação da Polícia Civil no mês passado. O titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, delegado William Pena, afirma que a Polícia Civil vai pedir a transferência dele para um presídio federal.

Na casa onde Ecko foi localizado, os agentes apreenderam uma farda da Polícia Militar com o último sobrenome do miliciano: Braga. A PM não se posicionou sobre o caso.

O grupo paramilitar conhecido como Bonde do Ecko é o de maior atuação no Rio e já expandiu as atividades ilícitas para outros três estados do país.

O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, afirma que normalmente as operações policiais contra a milícia são menos letais, mas resistências podem ocorrer.

As investigações para capturar Ecko duraram seis meses. Desde janeiro deste ano, os investigadores interceptaram diversas ligações entre o miliciano e os comparsas, além da esposa, o que viabilizou a prisão. As interceptações foram autorizadas pela Justiça do Rio.

A ação desta madrugada, batizada de Operação Dia dos Namorados, foi realizada por 21 policiais, de oito especializadas. Ecko já tinha escapado de outras ações da Polícia.

Wellington da Silva Braga comandava o grupo paramilitar Liga da Justiça, que dominou comunidades de diferentes regiões do Rio. Depois da prisão de alguns chefes, a quadrilha passou a se chamar Bonde do Ecko. O miliciano andava com dezenas de seguranças e batedores.

Presente na coletiva de imprensa concedida pela Polícia Civil, o governador do Rio, Cláudio Castro, parabenizou a corporação e definiu a ação deste sábado (12), como cirúrgica e sigilosa.

Ouça a reportagem completa clicando no player de áudio.

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